sexta-feira, 11 de maio de 2012


O seu cheiro veio tão sincero!
Sua fala cheia de cuidado, não. 
Uai? 
Aí eu lembro, todinha e tão bem do teu conforto...
Diferente desse um pretensioso, precavido:
Tudo bem com você,
Esperando não.
Quanta competência, quanta qualificação,
E eu aqui, coitada, sem sequer designação, a tonta perdida.
Mas e o cheiro, uai? 
Aquela caminha fria, aquela manhã de jenela vazia...
Num carinho você me compreendia. Ou era bem que fingia?
O que caralhos foi que enfalsetou nosso tão pequeno romance-canção?
Que eu tanto queria quanto cria oceânico, genuíno...
Pra lá de ciume, de estar aqui, beijar, falar, ou não.
Mas agora ficou assim, né? Pendurado no portão que ninguém sabe de nada.
Foi o tanto faz? Foi o tanto que fez? De verdade ou de mentirinha?
Desinterese, orgulho ou pavor?
Minguar até ia, estragar ainda o que já foi? Vai tomar no seu cú.

Um abraço pra nossa rima!

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