Era uma noite. Escura e sem vento. Estavam os três corações palpitando à beira duma estrada. Deserto. A luz tosca dos postes tremia. O mais velho olhou pra cima e piscou muito.
Um rugido lento e arrastado reclamou nos ouvidos que atentavam. Era a betoneira que passeava solitária e bestial. Chegando perto, alcance dos olhinhos arregalados, uma portinha de escape lhe escapou e soltou rastro de brita desavisado asfalto afora. O do meio olhou para baixo e só viu o pó que subia das pedrinhas.
De repente eles ouviram passos. Saído do negrume, um senhorzinho se aventurava terra batida afora. O mais novo olhou pra trás, viu joelhos e sandálias gastas.
Todos sentiram o cheiro de colônia baratinha. Booa! Respondiam rouquinhos. Porque era uma noite. Escura e sem vento. Estavam os quatro corações palpitando à beira duma estrada. Deserto.
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