Imagina ser alguém mais livre que ele próprio. E no entanto, o que o encanta, acima de tudo, é ver nela uma prisão desejável. Provocando palpitações, medo e uma coceira no peito. A observa quase que obsessivamente durante todo o primeiro ano.
Pouco antes do fim das aulas, num dia úmido, ele muito cansado e atormentado pela imagem daquela mulher, caminha até uma pequena praça e se senta tomando chuva.
Ela, decidida a organizar uma antologia de título Ausência, lia Borges na mesma tarde chuvosa. Já sem saber se cigarro, se chá ou se café, deixou o livro às cobertas e saiu sem trancar a casa.
E foi quando viu Nathanael encharcado no banco da praça. Lembrava um urso tristíssimo e pensou que com ele aceitaria viver triste para sempre.
Que lindo!
ResponderExcluir(Eu consegui enxergar cada cena) ^^
gostei muito da primeira nuvem.
ResponderExcluirquem diria que é 'tanto'?
um abraço,
ricardo