sábado, 14 de abril de 2007

Parindo


É, nasceu. São trechos, são começos, são espirros, são bobagem... Lá foi o primeiro...

"Parou no café. Tortinhas. E sempre um Vinicius, pudera Jobim. Entre nozes e framboesa, decidiu pela cor. Púrpura. E suco de poupa de abacaxi com hortelã. Verde claro e framboesa dá vontade de pintar.

Acendeu um cigarro por classe. Leu. Sem arredar os olhos do poéta, mordeu pedaço de torta e esqueceu na mão. - ...De longe com o tempo... A minha amada última. - Fresco na mão. Acorda. Um largo rio de calda escapou, descia pelo seu braço e até pingava. Vermelhinho, quase vinho, lambuzou tudo. Lambeu-se tranquilamente. Os dedos e os beiços.

Queria que o mundo testemunhasse toda sua natureza silvestre. Encheu-se de quereres e depois...? Frustrou-se. Pegou novamente o livro (manchou de calda a pontinha da página). Já não esqueceria. Para uma Menina com uma Flor, tinta cor de vinho. Muito doce e cítrica."

3 comentários:

  1. Oi nana.

    Seu blog ficou muito bom meu =)
    adorei ^^
    Te amo MTO mesmo
    de verdade
    Te tenho o maior carinho do mundo
    =**

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  2. Ana, já tive essa idade, tenho esse livro, já acendi cigarros por classe. As cores sempre me chamaram pelo nome, nas ruas, nas esquinas, nos olhos dos outros.

    Muitas coisas mudaram, mas minha infelicidade ainda é a da estagnação das descobertas.

    Sua poesia é púrpura, como estrelas, como sangue nas veias.

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